Entenda a importância da estabilidade primária de implantes osseointegrados

Entenda a importância da estabilidade primária de implantes osseointegrados

Um paciente submetido à cirurgia de colocação de implantes, ainda que tenha uma boa saúde bucal e orgânica, corre o risco de insucesso no procedimento. Isso não acontece somente em função de descuidos no pós-operatório, já que o problema pode estar no trabalho do implantodontista.

A técnica empregada pelo profissional, bem como os equipamentos utilizados durante o processo cirúrgico, pode comprometer a estabilidade primária do implante. Porém, ela é fundamental para assegurar sua osseointegração e garantir que permaneça fixado no osso alveolar.

Conversamos com o Diretor da Emfils, Fábio Embacher, para entendermos mais a fundo a importância da estabilidade primária para o sucesso da osseointegração dos implantes. Continue lendo este artigo para entender por que ela deve ser uma das principais preocupações de todo implantodontista.

O que é estabilidade primária dos implantes osseointegrados?

A osseointegração de implantes é o processo que resulta na envoltura dele pelo tecido ósseo vivo. É dessa forma que se mantém firme e estável no osso fazendo as vezes raiz de dente natural. Essa é uma etapa muito importante do tratamento, que precisa ser favorecida durante o procedimento cirúrgico.

A estabilidade primária é um fator de extrema importância para garantir que os implantes sejam bem-sucedidos. Ela consiste em manter o implante o mais estável possível assim que ele é inserido no osso.

Ou seja, trata-se de evitar ao máximo que ele se movimente para que as células ósseas possam formar o tecido ósseo em volta, preenchendo toda a cavidade.

Além de habilidade, o profissional precisa adotar a técnica mais adequada e utilizar os equipamentos que melhor favoreçam a estabilidade do implante, que precisa ficar estático, mas sem comprimir em demasia o tecido ósseo para não causar a morte celular.

A estabilidade primária se relaciona com fatores distintos, como a macrogeometria do implante, a técnica cirúrgica e a densidade óssea do paciente. Considerando tudo isso, bem como o tipo de implante que será feito, o profissional precisa adequar a técnica e os equipamentos de modo que tenha maior chance de sucesso na osseointegração.

Qual a importância dessa estabilidade?

Para entender a importância da estabilidade primária dos implantes é fundamental ter em mente o modo como o tecido ósseo se comporta. Uma das suas características é se aproximar apenas daquilo que permanece estático, sendo assim, para que ocorra uma cicatrização ou a osseointegração, é fundamental que não tenha movimentos.

Esse é o motivo pelo qual quando uma pessoa quebra um osso é preciso engessar a parte do corpo lesionada. Assim, evita-se que os movimentos no cotidiano interfiram na formação do tecido que cicatrizará a lesão.

O mesmo acontece nas cirurgias de implantes. Eles são fabricados com materiais biocompatíveis, porém, se não permanecerem estáticos no osso, não haverá sua aproximação e ele não será osseointegrado. Isso aumenta significativamente as chances de insucesso.

Como conseguir a estabilidade primária para realizar um implante osseointegrado?

Trata-se de uma lógica coerente considerar que, ao fazer um furo menor para um implante de maior diâmetro, se alcança uma estabilidade primária mais alta. Afinal, se o furo tem 2 mm e o implante 5 mm, então, o implantodontista precisará fazer mais força para fixá-lo no osso.

De fato, isso diminui as chances de movimentação, porém, na aplicação dessa técnica os ossos são muito comprimidos. Como resultado, os vasos sanguíneos que o nutriam serão fechados, e isso acaba causando necrose celular. Consequentemente, a resposta de osseointegração é menor ou mais demorada, pelo fato que o organismo primeiro precisa fagocitar o tecido necrosado para posteriormente repor com o mesmo tecido, o tecido ósseo.​

Ao mesmo tempo, fazendo um furo com diâmetro muito próximo daquele do implante, é possível comprometer a estabilidade primária. Por isso, é preciso encontrar o equilíbrio ideal para que se consiga ao máximo estabilizar o implante de acordo com o tipo ósseo de cada paciente e sem lesionar demais o osso.

Por isso, durante o tratamento de seus pacientes o implantodontista precisa ter em mente os fatores que influenciam na estabilidade primária, que são aqueles já citados: densidade óssea, técnica cirúrgica e macrogeometria dos implantes.

Densidade óssea

A densidade óssea recebe uma classificação em tipos que vão de 1 a 4, sendo que os primeiros são mais “duros” do que os últimos. Com base nessa característica de cada paciente, o profissional precisa adequar a sua técnica cirúrgica.

Isso acontece porque os ossos mais densos são mais resistentes e apresentam uma estabilidade primária maior. Nesse caso, é possível usar várias brocas para se aproximar bastante do diâmetro do implante e, ainda assim, ter uma boa estabilidade.

Mas no caso dos ossos com uma densidade menor, utiliza-se menos brocas para que o furo tenha um diâmetro menor do que o implante. Assim, reduz-se o risco de movimentação dele em função de o osso ser menos resistente.

Técnica cirúrgica

Como dito no item anterior, o profissional precisa adequar a sua técnica cirúrgica de acordo com a densidade óssea do seu paciente, mas não somente isso. Ele também deve considerar o tipo de implante que será feito, a macrogeometria dele e o seu diâmetro.

Todas essas considerações precisam ser feitas para que a técnica cirúrgica adotada esteja de acordo com cada situação. Desse modo, a estabilidade primária é alcançada independentemente de qualquer outro fator, e a osseointegração acontecerá sem complicações.

Macrogeometria

Trata-se da macroestrutura ou o desenho dos implantes. As características dele também interferem significativamente na estabilidade primária. Isso porque as espiras triangulares apresentam maiores chances de movimentação do que as espiras trapezoidais, adotadas nos produtos da Emfils.

Mas não é somente isso, pois as características da rosca também interferem nesse processo. Uma rosca irregular, ou seja, com distâncias diferentes entre seus filetes, favorece ainda mais a estabilidade do que as roscas regulares.

Esses dois fatores aumentam muito as chances de sucesso do tratamento, independentemente do tipo ósseo de cada paciente. Com equipamentos que favorecem o seu trabalho, o implantodontista somente precisa se preocupar em adotar uma técnica cirúrgica adequada.

Quais equipamentos podem auxiliar nesse processo?

Para assegurar o sucesso dos implantes existe apenas um fator que não pode ser controlado pelo profissional para que a estabilidade primária seja assegurada, que é a densidade óssea do paciente. Porém, com o material certo e a técnica adequada essa característica não se classifica como um problema.

Alguns equipamentos auxiliam muito a alcançar a estabilidade primária dos implantes, favorecendo o trabalho no dia a dia. Por isso, é fundamental conhecê-los.

Osstell

Esse é um equipamento que opera por radiofrequência e permite que o profissional consiga visualizar a quantidade de osso que está encostado no implante. A máquina fornece um número exato e oferece uma referência excelente para o cirurgião. Porém, não é um equipamento muito utilizado em função do seu valor médio.

Torquímetro

Trata-se de outra ferramenta que o profissional utiliza quando está colocando o implante. Esse equipamento é capaz de medir a força que está sendo exercida durante a implantação. Assim, o dentista saberá se, de fato, está alcançando a estabilidade em função da resistência encontrada para colocar implante.

Kit cirúrgico

Para que se consiga chegar a uma dimensão satisfatória do furo para colocação dos implantes é preciso que se tenha um bom número de brocas. Dessa forma, o profissional poderá avaliar a necessidade ou possibilidade de fazer mais ou menos furos, facilitando seu trabalho e aumentando as chances de sucesso. Por isso, o kit cirúrgico ajuda na manipulação da técnica.

A estabilidade primária dos implantes é essencial para o sucesso do tratamento, favorecendo a osseointegração. Mas para alcançar esse resultado, é fundamental que sejam consideradas as características de cada paciente para adoção da técnica cirúrgica ideal. Tudo isso associado a equipamentos modernos que ofereçam um excelente suporte para o trabalho do implantodontista.

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