Análise in vitro da infiltração bacteriana e das adaptações entre pilares protéticos e implantes hexágono externo e hexágono interno

Apesar da alta taxa de sucesso dos implantes osseointegráveis podem ocorrer algumas complicações, como a presença de infecção perimplantar. Um dos fatores que podem agravar a colonização bacteriana é desadaptação implante/pilar. O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a desadaptação como também as diferenças do padrão de contaminação bacteriana na interface pilar/implante entre implantes hexágonos externo e interno fabricados no Brasil pela Emfils, por meio da Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e exame microbiológico.

Foram utilizados 16 implantes de hexágono externo (Grupo 1) e 16 implantes de hexágono interno(Grupo 2), e seus respectivos pilares, do tipo Pilar Estético de Titânio. Primeiramente foi realizada a análise microbiológica utilizando colônias de Escherichia coli replicadas na placa de Petri, a qual foram inoculadas diretamente para região apical da porção oca interna dos implantes. Os pilares protéticos foram aparafusados e receberam o torque de 30N.cm.

Cada conjunto implante/pilar foi introduzido em tubos de ensaio contendo 1,5ml de caldo BHI, ficando somente 2 mm acima da interface implante/pilar, e levados à estufa bacteriológica por 72hs à 37°C para verificação a cada 24hs da contaminação dos mesmos. Os implantes foram submetidos a uma análise em microscopia eletrônica de varredura (MEV) para a verificação das dimensões dos micros espaços na interface implante/pilar protético, em quatro posições diferentes e eqüidistantes com aumento de 1 000 vezes. Os resultados microbiológicos foram analisados estaticamente pelo teste Exato de Fischer e a análise microscópica feita pelo teste de Kuskal Wallis e teste Exato de Fischer . Foi observado que houve contaminação bacteriana em 60% dos implantes do Grupo 1 (Hexágono externo) e 30% dos implantes do Grupo 2(hexágono interno). A média de desadaptação obtida para cada grupo foi: Grupo 1 HE – média: 1,257 desvio padrão: 0,442 e Grupo 2 HI – média: 1,538 desvio padrão: 0,805. Concluiu – se que os dois grupo s apresentaram infiltração bacteriana, não havendo diferença estaticamente significante p ˃0,05. O Grupo 2 (Hexágono interno) apresentou maior média de desadaptação na interface implante/pilar em comparação ao Grupo 1(hexágono externo), porém não foi obser vada diferença estatisticamente significante p ˃0,05.

Palavras-chaves: Implantes. Prótese. Infiltração. Interface.

Paulo de Jesus Prates Neto