Análise microbiológica in vitro do selamento bacteriano implante osseointegrável e pilar protético intermediário

Resumo:

O objetivo desse estudo foi avaliar comparativamente, por meio de análise microbiológica in vitro, a capacidade de selamento bacteriano de dois modelos de implante de encaixe morse e hexágono externo da marca comercial COLOSSO ® EMFILS(Itu, SP, Brasil). Foram utilizados 28 implantes osseointegraveis: 14 de conexão protética cone morse e 14 de conexão protética hexágono externo. Os implantes cone morse foram de medida 3,5X10, de encaixe indexado, corpo cilíndrico e os implantes de hexágonos externos foram de medida 4×10, plataforma 4.1. A amostra foi dividida em 2 grupos, onde os componentes protéticos foram parafusados com um torque de 20N, em ambiente controlado e após contaminação propositada da parte interna dos implantes por Escherichia col. O Grupo 1 foi composto por  Implantes Colosso® cone morse com seus respectivos pilares. (Códigos: ICM 3510, RCM 3530) e o Grupo 2 por Implantes Colosso®  HE com seus respectivos pilares e parafusos. (Códigos: IHEN-4010,PPP-2085); Para a contaminação dos componentes protéticos foi empregada a Escherichia col, isolada e preservada no Laboratório de Microbiologia do Instituto e Centro de Pesquisas São Leopoldo Mandic (Campinas- SP).  Tanto o caldo quanto o ágar BHI são produtos da diluição do pó de BHI em água destilada, esterilizados em autoclave, tendo como diferença a concentração dos mesmos. Neste estudo, para o caldo, foram usados 37g do pó (Himedia, Mumbai, Índia) para 1L de água destilada. Para o ágar, a medida foi de 47g (Oxoid, Hampshire, Inglaterra) para 1L de água destilada, que, após autoclavagem, foi acondicionado em placas de Petri assim que uma temperatura média de 60ºC foi atingida. As colônias bacterianas foram transportadas diretamente do meio de cultura para o interior do implante, por meio de hastes confeccionadas por fios ortodônticos previamente esterilizados e então fixados seus respectivos pilares protéticos. Em seguida, um microbrush umedecido em solução salina a 0,9% estéril foi levemente friccionado na interface implante/conector protético, identificado para cada amostra e levado ao meio de cultura, com a finalidade de certificar a não contaminação da superfície externa. Em caso de crescimento bacteriano, a amostra foi identificada, substituída por novos componentes e repetido o processo de controle. Cada conjunto de implante/componente protético foi imerso em tubo de ensaio contendo 5 ml de caldo BHI (Brain-Heart Infusion), permanecendo imerso no meio de cultura. Em seguida, os tubos foram mantidos em grades próprias, na posição vertical, devidamente identificada, para posteriormente serem colocados em estufa bacteriológica por 14 dias, a uma temperatura de 37°C, em condições de aerobiose.  A cada dia as amostras foram monitoradas para avaliar a possibilidade de crescimento bacteriano, a qual foi constatada, macroscopicamente, por meio do turvamento do caldo BHI, bem como, sedimentos no fundo dos tubos de ensaio.  Após 14 dias verificou-se que não houve contaminação em nenhum dos implantes, cone morse ou hexágono externo.

Fabriolo José Gomes Costa

Palavras-chave: Análise microbiológica. Implantes cone morse. Estudo comparativo, implantes hexágono externo.