Conheça os tipos de enxerto ósseo para implante dentário

Conheça os tipos de enxerto ósseo para implante dentário

Para pacientes com deficiência de volume ósseo, é necessário o uso do enxerto ósseo para implante dentário. A grande questão é saber qual tipo utilizar para cada caso.

Vários problemas levam à perda da altura e espessura óssea necessárias para suportar o dispositivo. No entanto, independentemente da causa, o implantodontista pode fazer a reabilitação oral e obter bons resultados selecionando o enxerto mais adequado.

Neste post, vamos mostrar os sinais que indicam a necessidade do enxerto ósseo, os tipos existentes e os desafios para selecionar o melhor para cada paciente. Acompanhe!

Sinais de que o enxerto ósseo é necessário

Muitos pacientes que querem colocar o implante dentário apresentam falta de volume ósseo, que pode ser decorrente de acidente, trauma, perda dentária, doenças periodontais, tempo elevado de uso de próteses ou uma soma desses fatores.

“Uma pessoa que teve uma doença periodontal e, por conta disso, acabou perdendo os dentes, além de ter utilizado dentadura por longos anos, fica com o osso desgastado pela mordida. A fim de realizar o implante, tentamos fazer a recuperação do osso e, atualmente, a única forma disponível para isso é com o enxerto”, esclarece o Dr. Ricardo Garcia Mureb Jacob, consultor científico da Emfils.

A deficiência óssea causada por uma periodontite, por exemplo, ocorre pois há uma pneumatização dos seios maxilares, em que ocorre a sinusite. “Às vezes, esses seios se expandem e, como resultado, fica um espaço vazio muito grande. Assim, a instalação de implante fica impossibilitada, já que o osso se torna menor. É como uma bexiga: quanto mais a enchemos, mais fina ela fica”, explica Jacob.

Tipos de enxerto ósseo para implante dentário

Muitos profissionais têm dúvidas sobre qual enxerto utilizar. Acompanhe a seguir os três principais tipos.

Autógeno

É o que tem origem no próprio indivíduo. “O osso é removido do corpo do paciente via cirurgia, podendo ser extraído da mandíbula ou de outra parte do corpo, como calota craniana ou tíbia. Nessa cirurgia, é retirado um pequeno bloco de osso, podendo ser retirado também da região do dente do siso”, diz o consultor científico da Emfils.

Xenógeno ou Heterógeno

É o tipo de enxerto em que doador e receptor são de espécies diferentes. Desse modo, são utilizados ossos de origem bovina, equina ou suína.

Alógeno ou Homógeno

É o enxerto que vem de um banco de ossos humanos. O material é congelado e passa por um tratamento antes de ser disponibilizado.

De acordo com Jacob, nos Estados Unidos, o processo de venda do enxerto alógeno é diferente do realizado no Brasil. “Em vez de se fazer o congelamento, o osso passa por um processo industrial e é vendido em frascos como se fosse um xenógeno. Já aqui, é preciso ter um credenciamento para comprar os blocos de ossos, sendo que a Anvisa não permite o comércio regular do produto”.

Sintético

Produzido em laboratório, utilizando materiais como cerâmica, polímeros, hidroxiapatita sintética e outros.

Vantagens e desvantagens de cada tipo

Antes de escolher qual tipo de enxerto ósseo utilizará, o dentista deve analisar as vantagens e desvantagens de cada um.

“A vantagem do alógeno é ser um tratamento no qual o paciente é submetido a menos procedimentos cirúrgicos, já que não é necessário ir ao hospital para retirar um bloco de osso. Ele é obtido por meio dos bancos de ossos. Já no caso do autógeno, é necessário submeter o paciente a duas cirurgias diferentes, uma para a extração e outra para o implante”, destaca Jacob.

A Emfils, afirma o consultor científico, trabalha hoje com os tipos autógeno e sintético. “A vantagem do autógeno é o tempo de recuperação. No caso dos sintéticos, já existem enxertos que reúnem vários materiais em uma peça só, o que é bastante prático”.

Os enxertos sintéticos geralmente são indicados para lesões causadas por cistos (resultando em buracos) e para a região do seio maxilar (que se desgasta mais facilmente por ser esponjoso). “Os biomateriais em grânulos precisam estar cobertos por uma membrana de colágeno ou malha de titânio, caso contrário, escorrerão e não formarão osso”, recomenda Jacob.

A maior vantagem dos materiais sintéticos é a facilidade na produção. “Com os escaneamentos e tomografias associados aos programas de impressão 3D, a máquina detecta o defeito ósseo e consegue fabricar um pedaço de enxerto personalizado para uma determinada região, para uma pessoa específica”, salienta o consultor científico da Emfils.

Desafios para identificar o melhor enxerto ósseo

Existem também algumas controvérsias em relação a esse assunto, por isso a escolha do enxerto ósseo mais adequado torna-se, muitas vezes, um desafio para o implantodontista.

Segundo Jacob, “é um assunto que gera controvérsias, especialmente sobre o uso do tipo alógeno. Enquanto existem linhas que defendem o seu uso, também existem aquelas que desaprovam”. O consultor afirma que esse tipo de enxerto não é indicado, pois pesquisas apontam que o processo de adaptação do enxerto alógeno é muito demorado por ser um bloco ósseo “morto”, isto é, sem células vivas.

“Durante o processo de tratamento, removem-se quaisquer células, inclusive para evitar a transmissão de doenças. O problema é na hora da instalação no osso vivo de uma pessoa — as células vivas demoram para tornar o bloco de osso parte dela, um processo que pode demorar até 5 ou 6 anos”, esclarece Jacob.

Por isso, continua Jacob, o enxerto autógeno é o mais indicado: “No momento em que se parafusa a peça no osso fino do paciente, esse osso fino já tem nutrição. É como se fosse uma cicatrização caminhando da pessoa para o bloco e também do bloco para a pessoa, tornando tudo um único bloco maior”.

Não sobrecarregar o corpo

Devido a todos esses detalhes, é importante que o dentista redobre os cuidados. “Por falta de experiência e indicações inadequadas, muitos profissionais acabam sobrecarregando o corpo [do paciente] com procedimentos desnecessários. O mais importante na implantodontia ou enxertia óssea, ainda mais quando se usa os dois simultaneamente, é a lei da fisiologia humana”, alerta Jacob.

Ele exemplifica com uma pessoa que perdeu um dente e já colocou um implante — o dente tem 6 mm de diâmetro e a prótese 4 mm. “O buraco fica maior que o implante. Muitos colocam um enxerto para preencher esse espaço, só que isso não seria necessário na maioria das vezes. O próprio organismo vai formar osso que vai preencher o espaço”, explica o consultor.

Não utilizar o mesmo tipo para todos os casos

Cada biomaterial tem a sua própria indicação, o que vai depender da situação do paciente. Jacob ressalta que “um problema muito visto hoje é o profissional usar apenas um único material para todos os casos por ter sido patrocinado por um curso, por exemplo. É preciso respeitar as indicações”.

Viu só como cada enxerto ósseo para implante dentário tem as suas particularidades? Por isso, é muito importante que o dentista esteja bem orientado para conseguir escolher o tipo correto para cada paciente, realizando, assim, um tratamento com bons resultados.

Quer receber mais esclarecimentos sobre os enxertos ósseos? Entre em contato com a Emfils e converse com nossos especialistas!

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