Conheça os tipos de regime tributário para dentistas trabalharem e escolha o seu

Conheça os tipos de regime tributário para dentistas trabalharem e escolha o seu

O regime tributário é uma das escolhas mais importantes que o dentista pode fazer para excercer sua profissão. Como a carga tributária no Brasil é muito alta, a opção faz muita diferença na lucratividade e pode até definir a capacidade de sobrevivência da clínica.

Logo após a formatura, muitos dentistas já querem abrir seu próprio negócio. Estudar um pouco sobre planejamento tributário pode ajudar muito no sucesso profissional.

Se você quer entender a importância de definir o regime tributário, quais as principais características entre as opções existentes e o que levar em conta ao tomar a decisão entre eles, continue a leitura deste artigo! Boa leitura!

Qual a importância de escolher um regime tributário?

Se pagar impostos é uma obrigação, ainda restam aos profissionais algumas escolhas a respeito. Uma delas é a escolha do regime tributário, ou seja, o conjunto de regras que serão usadas para calcular o valor dos tributos devidos.

Sair da pessoa física e adotar o Lucro Presumido, por exemplo, pode chegar a cortar os impostos em 50%. Porém, não existe uma solução ótima para todos os casos.

A escolha mais adequada vai depender de muitas variáveis, como o tamanho da clínica, a receita, a quantidade de funcionários, as despesas do consultório e o valor do Imposto Sobre Serviços (ISS) cobrado no seu município.

A escolha do regime é parte da disciplina conhecida como elisão fiscal, que estuda formas legais de pagar menos impostos e consiste em escolher as regras mais vantajosas e segui-las rigorosamente.

Quais são os principais regimes tributários?

Pessoa Física

Trabalhar como pessoa física (PF) é a opção inicialmente mais rápida, já que não é preciso abrir uma empresa ou cadastrar um CNPJ. Basta usar o CPF que você já tem. Neste caso, o dentista será tributado pelo IRPF que já conhecemos e vence em 30 de abril todos os anos.

O profissional que atua como PF deve manter um livro-caixa no qual registra todos os recibos e despesas do consultório, como aluguel, água, luz, telefone, material de escritório, instrumental cirúrgico e folha de pagamento. Quanto mais despesas dedutíveis registradas, menos imposto a pagar.

Apesar de aparentemente simples, o regime de pessoa física exige bastante organização, já que é preciso informar o CPF do responsável pelo pagamento e do beneficiário dos serviços. O melhor é fazer um registro cuidadoso dos recibos ao longo do ano.

O valor das alíquotas para pessoa física é muito alto, o que torna este regime desvantajoso para a maioria dos dentistas, assim que passam a ter uma base maior de clientes ou se especializam.

Simples Nacional

O Simples Nacional é a escolha de grande parte das micro e pequenas empresas, por significar o recolhimento de todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia. Ele pode ser adotado por negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões (ou seja, em média até R$ 400.000,00 por mês).

O Simples dispensa a clínica da contribuição de 20% do INSS Patronal na folha de pagamento, gerando redução de custos com encargos trabalhistas. Exatamente por isso, costuma ser mais vantajoso para quem emprega mais funcionários e/ou paga salários mais altos.

Ou seja: se você tem apenas uma secretária, a simplicidade pode não ser a opção mais barata. Pela lei atual, a alíquota mais barata está disponível para o dentista que compromete ao menos 28% do faturamento bruto com folha de pagamento.

Outra desvantagem do Simples é que o negócio optante não se beneficia de créditos cumulativos de PIS/COFINS, ICMS e IPI. Isso representa uma desvantagem se o seu consultório também trabalha com revenda de produtos.

Finalmente, o Simples faz um cálculo sobre o faturamento e não sobre o lucro; se em certo ano o consultório teve prejuízo, o valor do imposto não vai cair por causa disso.

Lucro Presumido

O Lucro Presumido pode ser adotado por empresas com faturamento de até R$ 78 milhões por ano (em média R$ 6,5 milhões por mês). É a opção de muitas clínicas, inclusive porque, até há pouco tempo, não podiam optar pelo Simples.

A regra do Lucro Presumido é uma faca de dois gumes. Por ser calculado com base na média das alíquotas sobre os ramos de atividade do negócio; a tributação é mais previsível. O negócio pode ser preparado com mais antecedência e precisão. A desvantagem: se o faturamento ficar abaixo do esperado, a conta ainda será a mesma.

Lucro Real

O Lucro Real é o regime mais complexo entre os principais e exige uma contabilidade bastante precisa e organizada. Os impostos são calculados apenas sobre o lucro que o negócio obtiver naquele período. O Lucro Real exige pagamento de impostos ao longo do ano e, por causa de suas alíquotas e demandas, é inviável para empresas menores.

Como escolher o melhor regime tributário para minha clínica?

A escolha do regime mais barato depende de muitos fatores, como vimos. Entre os principais estão:

Uma forma de começar a investigação é usar a calculadora do SEBRAE que compara a carga do Simples e do Lucro Presumido dadas as receitas e a folha de salários da sua clínica. Os valores fornecidos serão estimativas. O ideal é procurar a orientação de um escritório de contabilidade.

Para que serve o planejamento tributário?

Planejamento tributário é mais do que poupar dinheiro para pagar as obrigações em dia. Essa é apenas a parte operacional da atividade. O verdadeiro planejamento começa quando um negócio leva em conta os impostos em todas as suas decisões. Pode-se optar por um determinado investimento ou escolher instalar a clínica em outro município, por exemplo, por ter calculado, previamente, se as vantagens fiscais compensarão.

Agora que você conhece mais sobre os tipos de regime tributário, também está capacitado a fazer esse tipo de planejamento. Levando-se em conta futuros investimentos ou contratações, é possível tomar decisões informadas sobre a mudança de regime e, assim, cortar legalmente despesas desnecessárias com impostos.

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