O seu paciente já disse alguma vez: Entendi Dr, mas por agora não estou podendo, depois te procuro. Se sim, descubra o que fazer nestes casos!

O seu paciente já disse alguma vez: Entendi Dr, mas por agora não estou podendo, depois te procuro. Se sim, descubra o que fazer nestes casos!

Certamente em toda sua carreira profissional, você já deve ter escutado isso várias vezes. E se está começando sua jornada agora, prepare-se, porque isso vai acontecer.

A questão é, o que fazer quando o paciente fala que entendeu tudo que você disse, mas que no momento não está podendo.

Antes de mais nada é importante entender que nós, seres humanos, agimos em função de nossas prioridades. Mas calma, as prioridades normalmente são “construídas” estrategicamente por quem sabe fazer isso.

O que é mais importante?

Ter um smartphone moderno ou resolver uma infecção na boca?

Fazer a unha várias vezes ao mês ou realizar uma boa profilaxia ao mês ou numa outra frequência?

Comprar uma caixinha de som super moderna e potente ou equilibrar a oclusão?

Eu acredito que você responderia que as segundas opções seriam mais importantes, certo? E te falo que concordo com você, mas isso pouco importa, o que importa é o que nosso paciente decide por prioridade.

Mas, daqui para frente, a responsabilidade de mostrar a prioridade para a saúde bucal é nossa e, na sua rotina, será SUA.

Quando o paciente diz que não está podendo fazer o tratamento agora, normalmente, em outras palavras, ele está dizendo, isso não é prioridade para mim. E sabe por que ele realmente acredita nisso? Porque sua abordagem não foi estratégica e eficaz o suficiente para mostrar ao paciente o que aconteceria caso ele decidisse NÃO realizar o tratamento agora.

Um erro clássico do cirurgião-dentista e que traz muitos prejuízos ao longo de um ano é apresentar um plano de tratamento baseado em diagnóstico e tratamento. Ou seja, cárie – restauração, placa bacteriana / tártaro – profilaxia/ raspagem,  ausência dentária – implante. Esta é uma conduta comum porque é assim que a escola odontológica nos ensinou. Isso funciona para realizar o tratamento, mas não para vender o tratamento.

Sempre que você se deparar com um determinado diagnóstico, ao apresentar ao paciente, evidencie com o máximo de detalhes possíveis não apenas biológicos, mas a nível de saúde sistêmica e também o lado financeiro o que vai acontecer com ele no curto, médio e longo prazo se ele NÃO FIZER O TRATAMENTO AGORA COM VOCÊ. Essa abordagem vai fazer ele repensar sobre as prioridades dele e aumentar as chances de você ter a oportunidade de realmente tratar dele, cuidar dele e evitar inúmeros danos piores.

Se ele não pode pagar (didaticamente) 200 reais na restauração do molar, acha que daqui poucos meses pagaria 1000 reais num tratamento endodôntico de molar, levando em consideração que será o tratamento endodôntico MAIS a restauração que ainda poderá ser mais cara? Isso sem levar em consideração que ele gastará mais tempo no outro tratamento e também “sofrerá” mais por ser mais invasivo. Faz sentido para você?

Isto vale para uma ausência dentária que seria tratada agora com um implante unitário e carga imediata por exemplo. Mas que se não for tratada, corre o risco dos dentes se movimentarem, o osso ser reabsorvido e, meses depois, o paciente precisar de tratamento ortodôntico e enxerto ósseo para alcançar o resultado que ele poderia ter de forma mais simples, menos invasiva, mais barata e rápida.

Construindo uma abordagem

 

Construir uma abordagem dessa ao apresentar o plano de tratamento faz toda diferença para conduzir o paciente a entender qual a real prioridade da vida dele no momento. E lembre-se que usamos estas estratégias, verdadeiramente, para que o paciente não precise passar por tudo aquilo que, de fato, vai acontecer se ele decidir não tratar agora.

A saúde bucal é algo muito sério e deveria ser mais valorizado por todas as pessoas, inclusive pela classe odontológica. Mas no meu controle está, hoje em dia, apresentar aos colegas, estratégias honestas e éticas que os permitem ser valorizados e alcançar mais pessoas para que elas também possam ser cuidadas o mais rápido possível, antes que tudo piore ainda mais.

Faça o que está no seu controle e quando você começar a aplicar as estratégias certas, vai perceber que a sua realidade começará a mudar e isso vai impactar as pessoas ao seu redor e todos vão ficar satisfeitos.

Para confirmar isso, imagine um fisioterapeuta, por exemplo, ao avaliar alguns exames complementares e fazer um bom exame físico em você, mostrar o que vai acontecer com você, caso não mude sua postura e comece a realizar atividade física. Mas não com essas palavras, mas assim: Dr, estou vendo estes exames e avaliando sua postura e seu relato, vejo que em pouco tempo, você precisará usar um colete para trabalhar para suportar a dor que vai sentir se continuar agindo como está. E digo mais, caso não use este colete corretamente, o seu caso poderá ser cirúrgico. E de forma simples, isto significa pelo menos 30 dias sem nenhum atendimento no seu consultório. Depois dos 30 dias, você vai voltar aos poucos. 2 horas por dia de trabalho, 2 horas de fisioterapia e alongamento e o restante do tempo ainda de repouso.

Atenção, este foi um exemplo didático, rápido e simples (sem fundamento científico na área da fisioterapia) que criei para você sentir o que é criar prioridade. Acredito que muitos colegas ao ler este texto, inclusive, vai repensar sobre o sedentarismo, postura e trabalho excessivo. E se isso passar pela sua cabeça, vai ter entendido que com uma estratégia certa, nós vamos melhorar muito os nossos resultados.

Resultados melhores, vida melhor, mais saúde e felicidade é o que desejo para você!

Andrey Ferraz

Andrey é um estrategista de vendas para consultórios odontológicos. Dentista, coach e especialista em vendas e negociação, já ajudou centenas de dentistas a alcançarem estabilidade financeira e prosperarem através do método Podium 360. Por conhecer exatamente os problemas e desafios do dia a dia de uma rotina odontológica, Andrey desenvolveu um protocolo único para criar um fluxo crescente e sustentável de pacientes nos consultórios, valorizar a hora clínica dos dentistas , é claro, não perder nenhum orçamento!

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