O futuro da implantodontia: conheça as previsões desse setor

O futuro da implantodontia: conheça as previsões desse setor

futuro da implantodontia

A odontologia brasileira é uma das melhores do mundo e, também, uma das que mais rapidamente adota novidades tecnológicas. Basta comparecer a um evento como o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP) para conhecer as novidades técnicas no setor. Entre os assuntos mais promissores está o futuro da implantodontia.

Neste artigo, você vai conhecer melhor as tendências para o setor de implantodontia. Vamos começar falando da atual realidade da área e, logo em seguida, apresentaremos quais são as suas principais tendências. Ao final, explicaremos por que conhecer mais sobre essa área que tende a crescer de forma acelerada nos próximos anos.

Conheça a atual realidade da implantodontia

“As ferramentas do futuro já existem”, garante o Dr. Fábio Colhado Embacher, especialista em implantodontia e diretor da Emfils. “Basta ao profissional se engajar e buscar conhecimento para oferecê-las no consultório”. Entre elas estão o DSD e a CAD/CAM.

DSD

O DSD (Digital Smile Design, ou design digital de sorriso) é uma ferramenta que, por meio de um modelo digital, projeta a prótese, a faceta ou a restauração antes de executar qualquer tarefa. Desse modo, explica o Dr. Embacher, “o dentista constrói um planejamento reverso e constrói a prótese antes mesmo de fazer qualquer intervenção para ver se ela atenderá ao paciente”.

A partir do design digital, o dentista analisa quais são os melhores locais na prótese para se colocar os implantes, por meio de uma tomografia (análise tridimensional da disponibilidade óssea). Isso permite um planejamento cirúrgico virtual.

O primeiro planejamento é o da estética e construção da prótese virtual. O dentista verá como a prótese vai ficar: tamanho, cor, disposição dos dentes e assim por diante. Depois dessa definição, vem a cirurgia virtual para instalar os implantes e criar a posição adequada de acordo com a disponibilidade óssea.

É impresso, então, um guia cirúrgico para transferir a cirurgia do plano virtual para o real. O processo oferece bastante previsibilidade, segundo o Dr. Embacher. “As ferramentas aumentam a qualidade e diminuem o retrabalho, o que faz toda diferença não só em custos, como também em morbidade”, afirma.

CAD/CAM

As tecnologias CAD/CAM são usadas na implantodontia para melhorar o desenho e a criação das próteses. “Esse modelo permite o uso de diferentes materiais que o convencional não permite, como resina, PMMA e cromo-cobalto”, conta o Dr. Embacher. “E, antigamente, o protético tinha que esculpir a prótese a partir do zero, o que depende muito da habilidade pessoal”. Com o desenho e fabricação feitos em máquinas, a variação humana é eliminada. Após a instalação, o trabalho é acompanhado periodicamente com radiografias.

A CAD/CAM permite, em muitos casos, que uma prótese seja produzida e implantada no mesmo dia. O design é feito na hora com a ajuda de uma espécie de caneta que “lê” a boca do paciente e uma espécie de impressora em 3D produz a prótese em menos de uma hora.

Saiba quais são as tendências do futuro da implantodontia

Com tanta tecnologia já à disposição dos dentistas, qual o caminho para as novidades? “O próximo passo é o fluxo digital completo”, afirma o Dr. Embacher. Ele dá um exemplo: “muitos dentistas divulgam o consultório como digital, mas ainda usam lápis e papel para preencher a anamnese”.

Digitalizar todo o processo, desde o cadastro do paciente até o planejamento, execução do trabalho e acompanhamento, permitirá mais controle e assertividade no negócio. Com efeito, explica, o fluxo digital deve começar pela parte administrativa: “isso permite acesso a mais informações para trabalhar melhor o negócio da clínica ou consultório, registrando o planejamento e o acompanhamento dos casos”.

Garantido esse fluxo, softwares podem ser usados para facilitar o acompanhamento dos números de implantes instalados, implantes perdidos, regiões instaladas e a idade média dos pacientes. “Desse modo, o profissional passa a ter mais informação sobre a base clínica, o que permite também uma abordagem de marketing mais eficiente”, sugere o especialista.

Além do fluxo digital completo, o mercado já sente o impacto de algumas outras tendências, descritas a seguir.

Gerenciamento de avaliações online

Nunca o paciente teve tanto acesso à informação, inclusive sobre o atendimento dos profissionais. Praticamente todos os consumidores hoje fazem pesquisas online antes de visitar uma loja ou contratar um serviço. A maior parte deles vai considerar o preço, a qualidade do atendimento e a conveniência (por exemplo: a localização da clínica e quanto tempo demora o procedimento).

Muitos pacientes levam em conta as avaliações negativas online antes de tomar uma decisão, mas poucos são os profissionais que respondem a elas, o que pode ajudar a reduzir seu impacto.

Dispositivos inteligentes

Cada vez mais a tecnologia será vestível (wearable), especialmente na área da saúde. Monitores de batimentos cardíacos e outros indicadores vitais já existem em itens como pulseiras, cujos dados podem abastecer aplicativos de smartphone. A tendência é o desenvolvimento desses dispositivos também na implantodontia, com próteses inteligentes que forneçam dados sobre a saúde bucal do paciente.

Big Data

O termo Big Data se refere a grandes quantidades de dados, gerados hoje digitalmente por empresas e consumidores. Os consultórios de maior sucesso no futuro serão aqueles que souberem coletar e analisar grandes volumes de dados com clareza para aprimorar suas técnicas de marketing digital, antecipar necessidades de pacientes e oferecer tratamentos mais eficazes baseados na literatura e na prática.

Nanotecnologia

A nanotecnologia é uma realidade em odontologia desde a introdução das microesferas. “A nanotecnologia é a parte da superfície do implante”, explica o Dr. Embacher. “É preciso escolher um sistema de implante com boa estabilidade primária e que tenha uma superfície adequada com tratamento nanométrico para acelerar a resposta do organismo”. O artigo publicado no Journal of International Oral Health prevê que um dia a nanotecnologia poderá “manter uma saúde oral quase perfeita”.

Conhecer o futuro da implantodontia e se preparar para as tendências no mercado é fundamental. Os pacientes ficam cada vez mais exigentes e querem soluções mais rápidas, confortáveis e de qualidade estética. “E o dentista não precisa comprar nenhum equipamento”, lembra o Dr. Embacher. “Ele pode contratar pessoas que os utilizam, inclusive os escaneamento e planejamento virtual, e estimular que o seu protético também use”. Desta forma ele começa a praticar hoje a implantodontia de amanhã.

Achou este artigo interessante? Então, aproveite para saber mais, também, sobre as técnicas de implante dentário!

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